Moreno propõe pagar dívidas com produtores em 3 anos

  • 22/01/2020
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Moreno propõe pagar dívidas com produtores em 3 anos

A APLACANA (Associação dos Plantadores de Cana e outras Culturas da Região Monte Aprazível) reuniu nesta terça-feria (21) fornecedores de cana-de-açúcar para apresentar nova proposta de acordo com Grupo Moreno para pagamentos atrasados que estão incluídos no pedido de recuperação judicial da empresa.

O Grupo Moreno está em recuperação judicial para saldar uma dívida de cerca de R$ 2 bilhões. O processo de recuperação tramita na Justiça de São Simão (SP).

Na proposta apresentada em novembro do ano passado, a empresa iria pagar a dívida dos fornecedores de cana em 5 anos. A nova proposta do grupo contempla pagamento em 3 anos já a partir de maio deste ano.

Mas para receber em os atrasados, o produtor de cana deverá continuar a entregar cana para o Grupo Moreno por pelo menos 5 anos na mesma quantidade ou superior da entregue em 2019.

Já para o credores que não tiverem interesse em continuar a fornecerem cana-de-açúcar, manter contrato de arrendamento ou vendendo produtos e serviços, terão que aguardar pelo menos 20 anos.

De acordo com a proposta, estes credores receberão em 174 parcelas (15 anos) com carência de 60 meses (5 anos).

Para o Donaldo Paiola, 1º Secretário da APLACANA, os fornecedores de cana têm que ter um tratamento diferente dos outros credores, pois sem eles (fornecedores de cana) a usina não consegue se manter.

“Temos uma grande preoucupação não só com os fornecedores mas sim com município como um todo para que os empregos sejam mantidos de nossa cidade. A atividade economica depende da usina e sem a cana, usina não funciona e por isso buscamos um acordo com a empresa”, disse Paiola.

Sobre a safra 2020/21, Donaldo Paiola ressalta que APLACANA está negociando com o Grupo Moreno a antecipação de pagamento baseado no volume de cana que o fornecedor tem para colheita.

O agricultor Maurício Pinati, disse que levando-se em conta o cenário do setor sucroenergético passou, o acordo ficou bom.

“Se o grupo conseguir cumprir o acordo, já está de bom tamanho. Não é só o dinheiro que ficou para trás. É a continuidade da atividade e da geração de emprego, que vai gerar progresso e desenvolvimento na região. Hoje eu torço para honrar o que foi proposta, que está de bom tamanho”, disse Maurício.

Uma assembleia entre os fornecedores deve acontecer no mês de fevereiro para aprovar o acordo entre os fornecedores e o Grupo Moreno.

Ainda não há data para assembleia de todos os credores do grupo.

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